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2550/06/06

malasia tower


Passada a crise de 1997 que, uma a uma, foi derrubando as moedas e as economias dos chamados Tigres Asiáticos, a Malásia está novamente de pé e seu crescimento deve chegar a mais de 5% este ano (como no ano passado), embalado pelos altos preços do petróleo, um de seus principais produtos de exportação. Nada simboliza mais o ar de propseridade de Kuala Lumpur, a capital da Malásia, que as torres gêmeas Petronas (que já foram as mais altas do mundo, mas perderam o posto para o Taipei 101, de Taiwan) com seus 451,9 metros de altura.Mas o lugar é impressionante. As torres, lindas, embelezam e dão certa majestade a uma cidade que, como Pequim, também tem obras para tudo quanto é lado. O país - com um PIB de US$ 130 bilhões, uma população de 26 milhões de pessoas, inflação de 3% (em 2005) e desemprego de 3,6% - é simpático e incrivelmente pacífico para um caldeirão que mistura chineses, malaios, indianos e crenças budistas, islâmicas, pagãs e hindus. Mas esta calmaria pode estar apenas na superfície. Durante o encontro anual do FMI e do banco Mundial em Cingapura, o ministro-líder-histórico do gabinete, Lee Kuan Yew, disse que, na Indonésia e na Malásia, os chineses eram um povo trabalhador, mas extremamente discriminado. Foi um auê. O governo da Indonésia chamou o embaixador cingapuraiano para se explicar. Na Malásia, o Ministro das Relações Exteriores mandou uma carta para o governo de Cingapura exigindo desculpas.